"Ah. I'd like to have an argument, please."

"Certainly sir. Have you been here before?"

"No, I haven't, this is my first time."

"I see. Well, do you want to have just one argument, or were you thinking of taking a course?"

"Well, what is the cost?"

...

Wednesday, March 26, 2008

das mazelas da mulher contemporânea

Dentre todos os problemas e pseudo-problemas da mulher moderna, as reclamações femininas acerca dos homens me irrita profundamente.

Entre a cruz e a espada. Entre a cozinha e o mundo pós-moderno (e muitas vezes na cozinha e no mundo pós-moderno), as mulheres estão divididas. A vida da mulher nunca foi fácil, vista como mercadoria desde a Bíblia, a práxis social da mulher sempre foi limitada à casa, aos filhos e aos assuntos menores da sociedade.

Porém, tão sujeitas ao darwinismo quanto os homens, as mulheres se especializaram nas intrigas de bastidor, na manipulação do instinto masculino e no exercício do seu poder de persuação emocional, as mulheres sobreviveram bem na Roma Antiga (Cléo, Calpúrnia, Servilia, Octavia, etc), no Reino de Israel (Sarah, Rachel, Ruth, Esther, Maria Madalena). Através da história elas sempre foram as rainhas do poder informal. Nietzscheanamente exercendo o seu desejo de poder do jeito que elas conseguiram. Oprimidas ou não, seu legado está aí.

No século 20, as senhorinhas francesas, inglesas e americanas conseguiram legar a todas o direito de voto. Veio a guerra, e elas ingressaram de vez no mercado de trabalho. Sutiãs queimados, bundas à mostra, Haight-Ashbury, Simone de Beauvoir (no melhor estilo faça o que eu digo mas não faça o que eu faço) e elas estão hoje na política, na academia, na filosofia. E vieram Judith Butler, Camille Paglia e companhia limitada e hoje elas são caminhoneiras profissionais, bombeiras, encanadoras, rabinas, etc.

Mediante a enumercação dos fatos por parte deste pobre
raconteur, há ainda os que afirmam que a guerra dos sexos não acabou e que há homens com saco de mandar em mulher. Francamente, eu acho que isso é raça em extinção, enterro de anão, pesquisa do ibope. Mandar em mulher hoje em dia seria para quem tem paciência de sentar na caverna com o Bin Laden e tentar falar para ele que Tocqueville e Montesquieu têm razão com relação à democracia e que Allah meu bom Allah é só mais um entre os vários deuses fodões, todos garantindo acesso irrestrito ao céu e virgens (com tanta oferta de virgens, Jerusalém, Mecca, Salt Lake City, o mercado das virgens hoje é globalizado).

Tendo isso em mente, eu perguntei para uma amiga o que ela mais apreciava em um homem. E para o meu total abestalhamento, ela respondeu
'o fato de eu me sentir protegida'.

[pausa dramática]

Protegida do quê, perguntaria eu? Da fúria inquebrantável de Chuck Norris? Da ira de Javé? Das faltas cobradas pelo Roberto Carlos? Da resistência hercúlea dos plásticos de CD? Tendo um CV mais impressionante que nerd japonês do Massachussets Institute of Technology (eu inventei um robô, resolvi o teorema de Fermat, consegui a paz na Palestina e resgatei todo mundo da ilha de Lost), o movimento feminista conseguiu em menos de dois séculos o que a África não conseguiu em mais de 500. E elas querem proteção. Como homem, nessa hora eu me senti tão inútil quanto o segurança do Jet Li.

To be continued (quando o doutorado permitir)...